Chegou a hora da verdade do ministro da Defesa, Nelson Jobim.
Assim define um auxiliar próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a nova realidade no comando aéreo do governo, depois que o diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Milton Zuanazzi, não resistiu e entregou o boné. Desde que assumiu a pasta da Defesa, em julho último, Jobim trabalhava para derrubar o petista do comando da Anac, que por seu lado ensaiava um "daqui não saio, daqui ninguém me tira". Acabou saindo um pouquinho antes do que planejava. Queria deixar o posto com os novos diretores nos cargos. Não foi possível. Jobim segurou a posse para forçá-lo a sair.
Agora, porém, lembra esse assessor de Lula, Jobim perde sua melhor desculpa. Não tinha, até então, uma diretoria da Anac de sua confiança. Até aí, era fácil jogar toda a responsabilidade sobre os ombros da Anac. Em parte, a agência tinha lá sua culpa. Por razões que o próprio Palácio do Planalto arquitetou, ao permitir que a agência fosse tomada por indicações políticas. Por outro lado, a culpa é do próprio governo, que não criou um plano estratégico para o setor.


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