Apesar de prever uma batalha política com a oposição e setores da mídia devido ao julgamento da denúncia do mensalão, o governo resolveu adotar a tática do silêncio. Em público, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros não comentam o caso. Negam, inclusive, que tenha sido objeto de discussão na reunião da coordenação política realizada ontem. O objetivo é tentar descolar o governo da decisão que será tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de amanhã.
Para que a estratégia dê certo e o Palácio do Planalto não fique nas cordas durante o julgamento, caberá a aliados saírem a campo para defender o governo e o PT. A missão começou a ser cumprida ontem. “Não é um julgamento político. Nem o governo nem o PT estão no banco dos réus. É óbvio que a oposição e setores da mídia farão um esforço enorme para colocá-los lá”, disse o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT). continua-->
No Planalto, a ordem é o silêncio!!!!
Marcadores: Marcelo Déda, mensalão, Planalto, PT | author: GustaAcabaram-se as desculpas e o ar!!!
Marcadores: Guarulhos, Juniti Saito, Planalto | author: Gusta"No Torto, Lula e o governo dançam de caipiras. Nos aeroportos, só dançam brasileiros travestidos, pelo governo, de palhaços. Daqui a pouco o comitê de crise do Planalto será forçado a convocar uma reunião de emergência. Na pauta, o interminável suplício dos passageiros nos aeroportos. A discussão, no entanto, não se dará em torno de soluções, mas de uma alarmante conclusão para os burocratas: o estoque de desculpas para a ineficiência chegou ao fim. E não há mais culpados a quem atribuir as responsabilidades.(...)
Sábado foi dia de quadrilha na Granja do Torto. Enquanto o presidente desfilava vestido de caipira, acompanhado pelo comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, e de vários assessores e ministros, os passageiros vagavam por terminais de Guarulhos e de outros aeroportos adornados de bobos da corte.(...)
Tudo está do avesso. Temos um presidente da República capaz de negociar com amotinados e de produzir em série ordens que só abastecem o anedotário nacional. Temos uma Infraero que cobra taxas de passageiros, mas os obriga a dormir no chão de granito de aeroportos em colapso. Temos empresas aéreas se comportando como vans de lotação, à revelia do direito do consumidor. Com o fracasso da intervenção militar, o ciclo se fechou. Salve-se quem puder."
Editorial JB

