Pelas mãos do petista Tarso Genro, o delegado especial Romeu Tuma Júnior (PMDB-SP) tomou posse ontem na Secretaria Nacional de Justiça. Nunca antes uma nomeação de Lula deixou tão agastado e confundiu tanto o Partido dos Trabalhadores. A razão é simples: Tuma Jr. foi o primeiro a apontar o dedo acusador para o PT no assassinato do prefeito Celso Daniel, ocorrido em janeiro de 2002. Uma tese depois defendida com entusiasmo por seu pai, o senador Romeu Tuma (DEM-SP), na CPI dos Bingos.
"O governo parece atingido pela Síndrome de Estocolmo: o cara tortura você durante meses e depois vira seu herói", protestou o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que atuou como advogado do PT no caso da morte do prefeito de Santo André. A tortura a que se refere Greenhalgh é a CPI dos Bingos, uma das cinco que o governo respondeu na crise de 2005, na qual os Tuma, pai e filho, formaram na linha de frente daqueles que tentaram desqualificar a tese do crime comum.
No Planalto e no Congresso atribui-se a nomeação de Tuma Jr. a uma negociação do governo para engordar sua base de sustentação política no Senado, onde sua maioria é precária: 41 em 81 votos, número insuficiente para aprovar projetos que exigem quórum qualificado, como é o caso, por exemplo, da prorrogação da DRU (Desvinculação de Receitas da União) e da CPMF, o imposto do cheque.Valor Econômico
Tuma Jr, Celso Daniel e governo corrupto!!!
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