Entre 1995 e 1997, o então presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, liderava o ranking das figuras mais criticadas no cenário econômico.
Por ter sido o mentor do Proer, um programa de R$ 40 bilhões de ajuda aos bancos afetados pelo fim da inflação, recebeu ataques de líderes do PT, hoje no governo. Treze anos depois, Loyola recebe elogios do presidente Lula por ter protegido os bancos - como o Nacional e o Bamerindus - e evitado um contágio sistêmico. De repente, passou de vilão a mocinho.
continua aqui:"Hoje, reconhecem o valor do Proer"
Loyola, de vilão a mocinho!!!
Marcadores: Gustavo Loyola, Lula, Proer, PT | author: GustaProer blindou o sistema bancário brasileiro!!!
Marcadores: crise financeira, Proer | author: GustaApesar de não aprovar FHC (não gosto dele mesmo), a verdade tem que ser dita e aceita!
Marco Maciel, hoje, no Estadão:
A atual crise mundial dos mercados financeiros e de capitais, cujos enfrentamentos estão sendo adotados pelo governo dos Estados Unidos, confirma o quanto estava certo o presidente Fernando Henrique Cardoso ao criar o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), implementado no Brasil de 1995 a 2000.
Importa destacar não haver sido usado dinheiro do Orçamento federal, prova da seriedade com que se administrou a crise, sem transigir naquilo que era essencial à estabilidade fiscal do País. Os recursos vieram da própria reserva bancária, formada pelos depósitos compulsórios que os próprios bancos são obrigados a retirar de todos os depósitos efetuados à vista e entregues, como garantia, ao Banco Central.
Isso fez parte do amplo programa, incluindo a federalização para posterior privatização de bancos estaduais. Tivemos, portanto, um período que ensejou a venda de bancos estaduais, muitos dos quais debilitados e enfraquecidos por políticas equivocadas. Devo salientar que se fez o refinanciamento das dívidas dos Estados e a emissão de títulos da dívida pública com cláusula de reajuste cambial.
Assim se estabeleceram, no octoênio do presidente Fernando Henrique Cardoso, que teve o economista Pedro Malan como ministro da Fazenda, as bases do desenvolvimento. Nunca é demais insistir que o País continuou a crescer após o término da administração Fernando Henrique Cardoso. Isso se deveu, basicamente, aos bons fundamentos da economia.
Como definiu o historiador Carlo Levi, "o futuro tem um coração antigo". continua no link acima


