Vaccari será indiciado por estelionato e formação de quadrilha!

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Formação de quadrilha? Ela já está formada há tempos!

O novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, vai ser indiciado pelo Ministério Público pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, apropriação indébita e lavagem de dinheiro por seu envolvimento no esquema de desvio de recursos da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

Na quarta-feira, o promotor José Carlos Blat, da 1ª Promotoria Criminal da Capital, que apura o caso, disse que vai requerer o indiciamento criminal de Vaccari e denunciá-lo à Justiça. "Nada vai impedir o nosso trabalho", afirmou o promotor, irritado com acusações de líderes do PT de que estaria a serviço do PSDB. "Propaganda difamatória e ofensas pessoais não vão desviar a nossa atenção. Vamos dar continuidade. Já enfrentei outras organizações criminosas tão ou mais importantes que essa."

A edição desta semana de VEJA mostrou que o Ministério Público de São Paulo quebrou o sigilo da Bancoop e descobriu que dirigentes da Cooperativa Habitacional lesaram milhares de associados, para montar um esquema de desvio de dinheiro que abasteceu a campanha de Lula em 2002. Foram sacados ao menos 31 milhões de reais na boca do caixa. Como resultado, milhares de cooperados ficaram sem receber seus apartamentos. O escândalo envolve diretamente Vaccari, que presidiu a cooperativa entre 2005 e 2010.

"Que houve desvio eu não tenho mais dúvida alguma", disse o promotor, que trabalhou na apuração durante dois anos e meio. "Os dirigentes da cooperativa transformaram-na em negócio lucrativo, utilizando os benefícios da lei para lesar milhares de cooperados que aderiram através de contratos para a construção de moradias. Uma parte desse dinheiro foi para o PT, outra parte para o enriquecimento ilícito de ex-dirigentes da Bancoop." Blat disse ter identificado "milhares de movimentações financeiras fraudulentas visando a ludibriar os cooperados", além de "operações inusitadas, obviamente para mascarar o desvio de dinheiro para caixa 2 de campanhas eleitorais".

Blat calcula que rombo provocado pelo desvio de recursos possa chegar a 100 milhões de reais. A partir desta quinta-feira, as operações da Bancoop serão alvo também de inquérito civil da Promotoria do Patrimônio Público e Social, braço do Ministério Público com larga especialização em ações contra corrupção e improbidade.

"Vaccari terá oportunidade de se explicar, é exercício sagrado da defesa", disse. "Poderá dar sua versão, se quiser. Depois vamos individualizar as condutas e apresentar denúncia criminal." O promotor afirmou ainda que o requerimento de quebra de sigilo de Vaccari complementa o inquérito. "Não seria adequado que outros ex-dirigentes da Bancoop tivessem afastado seu sigilo e ele ficasse de fora.
Veja

1 Comentário:

Paulo Urbano disse...

Mentiroso, embusteiro e canalha.

 

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