"Para arrancar do Congresso a aprovação do seu projeto de prorrogar o mais repudiado artefato do vasto estoque de impostos, contribuições e taxas que emperram a economia nacional, o governo apelou despudoradamente para a invocação do "bicho-papão" que vem pegar as criancinhas. Quatro ministros desembarcaram terça-feira na Câmara dos Deputados com a missão de anunciar o colapso das políticas sociais do Executivo caso os parlamentares relutem em ceder ao ultimato do Planalto para que não o privem dos cerca de R$ 39 bilhões que pretende arrecadar apenas no próximo ano com a malsinada Contribuição Provisória (sic!) sobre Movimentação Financeira (CPMF). A ouvir os titulares da Fazenda, Guido Mantega; da Saúde, José Gomes Temporão; do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias; e da Previdência, Luiz Marinho, o apocalipse espera a imensa parcela da população brasileira que não pode passar sem os serviços públicos essenciais e o Bolsa-Família, cuja continuidade dependeria da eternização da "contribuição provisória". (O nome faria a delícia do criador do duplipensar, o escritor britânico George Orwell.) 'continua
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