O delegado Diógenes Curado, responsável pelo inquérito aberto pela Polícia Federal para investigar o caso do dossiê tucano, já tem montada uma história com começo, meio e fim sobre o caso. Segundo contou à comitiva de deputados da CPI dos Sanguessugas mandada a Cuiabá na segunda-feira, a operação não era uma tentativa desesperada de virar a eleição paulista na reta final da campanha. Ao contrário, começou antes mesmo de agosto. E teve participação ativa da cúpula da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Pela versão atribuída à PF mato-grossense, a trama do dossiê partiu do então diretor de gestão de risco do Banco do Brasil, Expedito Antônio Veloso. Ele teria reunido informações comprometedoras sobre a relação dos sanguessugas com o empreiteiro paulista Abel Pereira. Este é muito próximo do último ministro da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso, o tucano Barjas Negri, hoje prefeito de Piracicaba (SP). E seria o laranja no pagamento de propinas a Negri.
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CPI acredita que Berzoini mandou comprar dossiê!!!
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